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Hay que endurecer, sem perder os votos no caminho
Para
agilizar o processo de contagem de votos, as autoridades cubanas deram
asas à imaginação. Cerca de 500 pombos-correio trabalharam nas eleições
para os Conselhos Municipais do Povo em cidades do país que ficam em
regiões de acesso mais complicado, no meio das montanhas. O pessoal que
fez apuração de votos em vilarejos como Sagua de Tánamo, Moa e Mayari,
no sudeste da ilha, por exemplo, teve o essencial auxílio das aves, que
levam votos até centros de informática na região central da ilha, onde
ele são contabilizados.
Sem os pombos eleitorais, a terra de Fidel Castro demoraria semanas
para computar as cédulas desses lugares distantes. No último domingo
(25), cerca de 8 milhões de eleitores participaram da votação, a 14ª
para os Conselhos Municipais. Há vilarejo que não tem nem linha
telefônica e muito menos computador. Existe até um departamento do
governo responsável por cuidar das aves. Eberto Borges é presidente da
vital Federação Cubana de Pombos-Correio. Ele contou ao site do governo
ahora.cu:
- Seis pombos saem de hora em hora para levar os votos até os centros
de apuração. São eles que tornam todo o processo possível, diz Borges.
Já aconteceu de os pombos ajudarem vilarejos mais equipados, que
possuem linhas de telefone. Quando os aparelhos deram problema no final
do dia de votação em El Saito de Barajagua, no leste do país, os bichos
foram utilizados para socorrer as autoridades.
Os pombos eleitorais são criados para outros serviços de entrega de
mensagens e recebem treinamento especial Para a votação. Eles levam as
cédulas e voltam até as cidades, para pegar outras.
Tem muita gente em Cuba achando que eles merecem uma condecoração do
governo central pelo trabalho prestado. Outros clamam para que os pombos
concorram às próximas eleições.